O leite é uma alavanca estratégica para a Dia: 96% das compras provêm de fornecedores espanhóis, representando um impacto de 7 mil milhões de euros na cadeia de abastecimento.

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Em 2026, a Dia reforçará significativamente sua estratégia de abastecimento local no setor lácteo, implementando um plano de negócios que inclui a compra de aproximadamente 200 milhões de litros de leite de fornecedores espanhóis. Essa iniciativa será acompanhada por uma decisão clara em relação à oferta, garantindo que 100% do leite de marca própria vendido em suas lojas seja de origem espanhola.

Essa abordagem faz parte de uma trajetória já em curso nos últimos anos e que deverá se acelerar ainda mais em 2026, com um aumento de aproximadamente 4% no volume de leite espanhol em comparação com o ano anterior. Isso demonstra uma estratégia que visa combinar qualidade percebida, transparência na cadeia de suprimentos e apoio concreto ao setor pecuário local.

Nesse contexto, o leite continua sendo um produto fundamental nos gastos com alimentação das famílias espanholas, não apenas por seu valor nutricional — graças ao cálcio, às proteínas e às vitaminas —, mas também por sua versatilidade na alimentação diária, mantendo um papel central em todos os grupos de consumidores e faixas etárias.

Economicamente, o compromisso da empresa se traduz em um investimento total de aproximadamente € 180 milhões, previstos para 2026, para a compra de leite 100% espanhol, incluindo € 117 milhões para produtos de marca própria. Isso representa uma alavanca estratégica que fortalece os laços da empresa com a região e contribui para a estabilidade e rentabilidade da cadeia de suprimentos agroindustrial nacional.

Em termos de geografia da produção, a Galiza continua a ser o principal polo de abastecimento, com cerca de 100 milhões de litros, seguida por outras áreas importantes como Castela e Leão, Catalunha, Astúrias e País Basco. Este mapa complexo reflete a distribuição da produção láctea por todo o país e a capacidade da distribuição moderna de se integrar com as diversas regiões territoriais.

Esta rede baseia-se numa colaboração estruturada com operadores líderes do setor, incluindo Larsa, Leyma e Feiraco na Galiza, ATO, Llet Nostra e Letona na Catalunha, Gaza em Castela e Leão, Kaiku no País Basco e Covap na Andaluzia, para além da presença de marcas consolidadas como Asturiana, Puleva e Pascual, contribuindo para a construção de uma cadeia de abastecimento sólida, diversificada e eficiente.

Dentro da categoria, as marcas próprias continuam sendo um fator-chave, representando aproximadamente 65% do total de vendas de leite e confirmando o papel cada vez mais central das marcas próprias nas estratégias de varejo em larga escala, tanto em termos de rentabilidade quanto de fidelização de clientes.

Entre os produtos de melhor desempenho, destaca-se a linha de leite fresco Dia Láctea, especialmente nas versões integral e semidesnatada, que em 2025 registrou um crescimento de 37%, atingindo 5,6 milhões de litros vendidos, evidenciando uma tendência positiva que se insere na tendência mais ampla de valorização de produtos frescos e de cadeia de suprimentos curta.

Ao mesmo tempo, a empresa continua a adaptar a sua gama de produtos aos novos hábitos de consumo, com uma presença crescente de produtos sem lactose e variantes enriquecidas com proteínas, respondendo assim a uma procura cada vez mais focada no bem-estar, na funcionalidade nutricional e nas escolhas alimentares personalizadas.

Todo o projeto faz parte do Plano de Sustentabilidade 2026-2029 "El valor de cada Dia", por meio do qual a empresa pretende fortalecer seu impacto positivo nas comunidades locais, consolidando uma rede de colaboração que ultrapassa 1.100 fornecedores nacionais, responsáveis ​​por 96% do volume total de compras.

Um modelo baseado numa presença generalizada em todo o país, com mais de 2.300 lojas e um canal de comércio eletrónico que atinge 84% dos agregados familiares espanhóis, contribuindo para o emprego, o empreendedorismo e o desenvolvimento económico tanto nas zonas rurais como urbanas.

No geral, o impacto gerado ao longo da cadeia de abastecimento ultrapassa os 7 mil milhões de euros e envolve setores-chave como a pecuária, a agricultura, a indústria transformadora, a logística e os serviços, destacando o papel da distribuição moderna não só como um canal comercial, mas como um verdadeiro motor industrial capaz de gerar valor generalizado e reforçar a competitividade do sistema agroalimentar nacional.

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