A Albertsons acusou a Kroger de não cumprir os compromissos assumidos para obter a aprovação da fusão de US$ 24,6 bilhões entre as duas empresas, que foi recentemente bloqueada por juízes no Oregon e em Washington, por recomendação da Comissão Federal de Comércio (FTC). Em seu processo contra a Kroger, a Albertsons alega que a Kroger violou os termos do acordo de fusão, que exigia que ela fizesse "todos os esforços" para obter a aprovação e remover quaisquer obstáculos à conclusão do negócio.
Uma das principais questões diz respeito ao plano de desinvestimento proposto pela Kroger, que a Albertsons alega ser inadequado. A Albertsons afirma que a Kroger selecionou compradores pouco qualificados, como a C&S Wholesale Grocers, uma atacadista com pouca experiência na operação de supermercados de grande porte, enquanto ignorou outros potenciais compradores com experiência mais sólida. Essa abordagem, segundo a Albertsons, prejudicou a aprovação da fusão pela FTC (Comissão Federal de Comércio dos EUA). O processo judicial enfatiza que a apresentação de um plano de desinvestimento confiável desde o início poderia ter facilitado as negociações com a agência reguladora.
A Kroger rejeitou as alegações como infundadas, argumentando que a Albertsons está tentando se esquivar da responsabilidade e obter o pagamento da multa pela rescisão do contrato. A Kroger também reiterou que fez todos os esforços para apoiar o contrato durante o processo regulatório.
O processo também alega que a Kroger inicialmente propôs a venda de apenas 238 lojas, um número significativamente menor do que as 650 recomendadas, e que não estava preparada para responder a perguntas importantes durante as reuniões com a FTC (Comissão Federal de Comércio). Essa falta de clareza e de estratégia contribuiu para a rejeição do acordo.
A fusão entre a Kroger e a Albertsons permanece paralisada, com uma nova decisão pendente no Colorado. O caso evidencia os desafios regulatórios e as tensões entre as duas gigantes do varejo de supermercados.



















